* Por Carolina Conti
Dia 2 de abril é o dia Mundial da Conscientização do Autismo. Essa data foi criada pela organização Mundial das Nações Unidas com o objetivo de conscientizar a população e o poder publico sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e garantir o respeito e a inclusão desses indivíduos e suas famílias.
O que é Autismo?
O Autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por prejuízo na comunicação e interação social além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Os prejuízos na comunicação e interação social podem se manifestar na forma de pouco contato visual, atraso no desenvolvimento da linguagem, pouca reciprocidade social ou emocional, dificuldade em se adaptar a diferentes situações sociais, dificuldade em entender linguagem não verbal das outras pessoas.
Em relação aos padrões de comportamento restrito e repetitivo pode ocorrer interesse restrito ou hiperfoco; adesão excessiva a rotinas; movimentos repetitivos ou estereotipias com objetos ou falas; hiper ou hiporreação aos estímulos do ambiente; sensibilidade a barulhos, cheiros, texturas; ou extremo interesse em luzes, brilhos e determinados movimentos repetitivos.
Como cada individuo é único os autistas não precisam apresentar todos os sintomas e nem de forma igual. Algumas pessoas podem apresentar nuances diversas dentro das características descritas acima. Por isso, o próprio termo utilizado hoje, Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a uma ideia de amplitude e variedade de sintomas.
O TEA deve ser enfrentado com a participação e o apoio de toda a sociedade, além do poder público. Precisamos desenvolver estratégias e projetos na área da saúde e da educação que incluam os indivíduos com TEA e suas família de forma efetiva!
Quais os sinais precoces devemos estar atentos?
- Pouco ou nenhum contato visual e ausência do sorriso social – é observado quando a criança não corresponde às expressões sociais, fala ou brincadeiras dos pais.
- Não responde ao próprio nome – a criança parece não ouvir quando chamada, pode ser confundido com frequência com perda auditiva.
- Perder habilidades já adquiridas – a criança começa a falar algumas palavras e depois de alguns meses não fala mais.
- Baixa atenção aos rostos humanos, apresenta preferência por objetos.
- Incômodo exagerado com sons altos
- Distúrbios do sono
- Dificuldade em compartilhar a atenção, ou seja, dividir a atenção entre a fala dos pais e o objeto do qual estão falando.
- Brincadeiras repetitivas e fragmentadas – a criança explora os objetos, mas tem dificuldade em brincar de forma funcional e utilizar o faz de conta.
- Restrição de interesses, tanto para brincadeiras e objetos quanto para alimentos.
- Atraso na aquisição da linguagem – não verbal (gestos) e verbal (fala).
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Lembrando que nem sempre que a criança apresenta um dos sinais acima significa que ela tem Autismo! É preciso buscar ajuda médica e multiprofissional para fazer o diagnóstico. As crianças são únicas, elas podem apresentar esses sinais de formas e intensidades diferentes.
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Se notar sinais ou sintomas preocupantes invista na intervenção precoce.